O Instituto Federal de Alagoas termina o ano de 2009 com várias conquistas expressivas em competições estaduais e nacionais de matemática. Foram nove premados na Olimpíada Alagoana de Matemática (OAM), dezenove na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e um na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), considerada a mais difícil entre as competições do tipo no país.
Depois de sete anos, o IFAL volta a apresentar os melhores resultados do estado. Mérito esse conseguido graças à dedicação de professores como Carlos Argolo, coordenador do Programa Independente de Matemática Integrada, o PIMI, que incentiva o estudo da matemática a alunos como Alan Anderson da Silva Pereira e Hiago Otaviano da Rocha, estudantes que foram destaques em todas as competições.
Alan Anderson, que em 2009 conquistou a medalha de ouro na OBMEP, bronze na OBM e o único ouro especial de Alagoas na OAM, irá deixar o IFAL no próximo ano para se dedicar a graduação em matemática, mas vai continuar auxiliando no PIMI. “Fui iniciado na matemática pelo professor Carlos Argolo e os ex-alunos Davi, Igor e Diogo, que me apresentaram o PIMI. Vou deixar a instituição, mas quero continuar dando apoio ao programa”, declara Alan, que sonha em ser pesquisador em matemática no futuro.
Com Hiago não é diferente. Medalhista de prata na OBMEP e bronze na OAM, ele dá aulas no PIMI e diz que o incentivo que recebe do programa é um dos maiores responsáveis por suas conquistas.
O Programa Independente começou em 2002, depois que o ex-aluno do IFAL, Murilo Vasconcelos de Andrade, foi o primeiro estudante da instituição a ganhar uma medalha em competições nacionais de matemática. Depois da primeira conquista, o hoje doutorando em uma universidade francesa ganhou várias medalhas em olimpíadas internacionais. Em 2005, depois da criação do PIMI, Igor Magalhães, então aluno do IFAL, ganhou a primeira medalha de ouro da OBMEP no estado de Alagoas.
“O trabalho que desenvolvemos através do PIMI estimula o estudo da matemática num estado que tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano. Iniciando os estudantes a matemática, que é uma ciência de baixo custo, e através dos resultados obtidos pelos alunos do Programa, damos uma resposta a esta sociedade que convive com os maiores índices de mortalidade do país. A matemática pode servir para melhorar essa situação social”, diz o professor Carlos Argolo.
O professor ainda faz um convite aos novos alunos do Instituto Federal de Alagoas para que participem do Programa de Matemática. Os encontros acontecem todas as terças-feiras, às 14 horas, no Laboratório de Física do IFAL, e todos os dias há alunos prontos para tirar dúvidas.
Jéssyca Oliveira – Estagiária de Jornalismo
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