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Cem anos do Instituto Federal de Alagoas

2009-09-23   11:41:01

 

 

       O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (Ifal) completa hoje 100 anos de existência e se tornou uma referência em Alagoas não só na educação profissional, mas em níveis de ensino técnico, tecnológico, licenciaturas e bacharelado. Não foi à toa, escolhido no recente Enade (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho) a melhor instituição pública de ensino superior do estado. Hoje, o Ifal dispõe de uma credibilidade de ultrapassa os limites de Alagoas, como a oferta do curso a distância de hotelaria em Mata de São João-BA.


 

 

Um pouco da história -Por intermédio do decreto 7566 de 23 de setembro de 1909, o presidente da República Nilo Peçanha criou 19 escolas profissionalizantes em cada estado do país, denominadas Escola de Aprendizes e Artífices. A maioria das escolas localizava-se onde inexistiam indústrias, o que significa que elas foram criadas para qualificar artesãos, pessoa que exercício sobre arte de forma manual. A localização das escolas na capital obedecia a critérios políticos e não a desenvolvimento urbano e sócio-econômico. Várias pessoas se deslocavam da área rural para as cidades, muitas delas deserdadas ou desvalidas. A criação das escolas na visão do presidente Nilo Peçanha tinha o objetivo de neutralizar os efeitos nocivos ao governo. Assim nasceu a Escola de Aprendizes e Artífices de Alagoas já com sob o estigma do preconceito e da discriminação, ou seja, de ser uma unidade de ensino para os pobres. A Escola de Aprendizes e Artífices foi instalada em 21 de janeiro de 1910, primeiramente em um sobrado situado na atual Rua Boa Vista, onde hoje funciona a Loja Gaivota. O primeiro diretor foi Miguel Guedes Nogueira. Na primeira visita do presidente Nilo Peçanha disse tenho impressão de estar em um belo parque europeu.No primeiro ano de funcionamento, 93 alunos foram matriculados.

Pouco depois, mudou para a Praça Sinimbu, onde hoje funciona o Espaço Cultural da Ufal, prédio cedido pelo governador Euclides Vieira Malta e Clodoaldo da Fonseca à União. A área era de 2066 metros quadrados com um pátio central de 700metros quadrados, e ao lado direito outra área para a prática de exercícios físicos e militares e jogos esportivos. Nas laterais do no prédio foram instalados o trabalho de madeira, metais e de fabrico de calçados. Na frente, as aulas dos cursos de Letra, Desenho, diretoria, secretaria, secção de feitura do vestuário, inspetoria de alunos e gabinete médico e dentário. Havia ainda refeitório para alunos, vestiários dos mestres, operários.

De 1910 a 1947, a chamada então chamada Escola Industrial de Maceió teve 12.467 alunos e de 1914 a 1947 apenas 248 alunos haviam concluído o curso e receberam diploma.Durante esta etapa, a escola deixou de ser estigmatizada como unidade de ensino de pobres e passou a receber alunos de várias classes sociais, no entanto, a maioria abandona o educandário ao chegar ao quarto ano, pois a partir daí passam a adquirir conhecimentos que os habilitaram a ganhar uma diária compensadora ao serem chamados a trabalhar em oficinas particulares.Embora, a maioria abandonasse o curso, a direção se dava por satisfeita por ter educação e ofertado uma opção técnica à maioria dos alunos.

Diante do sucesso profissional e vendo nas escolas industriais a saída para o fim da ociosidade de jovens, o presidente Eurico Gaspar Dutra mandou aos Estados Unidos, 12 diretores e 40 professores das escolas das capitais para um curso de aperfeiçoamento. Dentre os funcionários de Alagoas, viajaram Talvanes Augusto de Barros (irmão do padre Teófanes), Oscar Sátiro Correia e Irineu José da Silva. Em uma sequencia evolutiva houve os seguintes cursos: primário profissional, aprendizagem industrial, ginásio industrial básico, cursos técnicos, tecnológicos e atualmente, bacharelado e licenciaturas.

Várias outras denominações foram dadas a Escolas de Aprendizes e Artífices e Escola Industrial de Maceió que perdurou de 1937 a 1961.O próximo nome dado foi de Escola Industrial Deodoro da Fonseca e, posteriormente Escola Industrial Federal de Alagoas, ocasião em que se mudou para o atual prédio sede na rua Barão de Atalaia, no Centro de Maceió. O prédio foi arquitetado por Oscar Niemeyer que, a pedido do presidente Juscelino Kubitschek desenvolveu o projeto de várias escolas técnicas pelo país.

O curso técnico foi criado em 1926 e os primeiros cursos foram Máquina e Motores, Edificações e Estradas. Depois foram criados Agrimensura, Eletrotécnica, Eletrônica, Química e Saneamento

Os diretores por sequencia foram: Miguel Guedes de Nogueira (1909 a 1937); Manoel Viana Vasconcelos (1937 a 1939); Talvanes Augusto de Barros (1939 a 1964), Juvenal Santana (1964 a 1966);Amaro Nascimento Mendes (1966 a 1972), José Nelson Mendonça (1972 a 1974); Hélio de Macedo Medeiros (1974 a 1975); Breno Lins de Oliveira (1975 a 1986 e de 1986 a 1990), Lúcio Soley Lomânico (1990 – 1991), Alberto Sextafeira (1991-1993), Mario Cesar Jucá (1993- 2002), Ivone Moreyra (2003 – 2003), Hércules Procópio (2003-2006), Roland Gonçalves (atualmente reitor)

 

           Em 1999, a Escola Técnica Federal de Alagoas, nome que rendeu o período de 1967 a 1999 passou a se chamar Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas, Cefet-AL em uma onda nacional para regularizar os cursos tecnológicos no país.O primeiro vestibular do então Cefet-AL ocorreu em 2001 para os cursos de Comércio Exterior, Publicidade, Urbanização, produção Civil, Design de Interior, sistema de informação, turismo e lazer, gestão publica, gestão financeira, gestão empresarial e hotelaria.

        O Senado Federal aprovou no dia 3 de dezembro,
o Projeto de Lei nº 177/2008, que cria os                  institutos federais de educação, ciência e tecnologia. “O país entra em uma nova era da educação profissional. Os institutos revolucionam a estrutura e a proposta político-pedagógica da educação profissional e tecnológica”, afirmou o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco.

                Com a criação de 38 institutos no país, em todos os estados e no Distrito Federal serão oferecidos o ensino médio integrado ao profissional, cursos superiores de tecnologia, bacharelado em engenharias e licenciaturas. Os institutos surgem a partir da rede federal de educação profissional e tecnológica, que reúne 215 instituições e chegará a 2010 com 354.

                O modelo pedagógico dos institutos é inteiramente novo. As instituições oferecerão ensino médio com educação humanística, científica e profissional, de maneira integrada, além da oferta de educação profissional também para o nível superior. Os institutos terão forte presença na área de pesquisa e extensão para estimular o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas e estender os benefícios à comunidade. Metade das vagas será destinada à oferta de cursos técnicos de nível médio, em especial de currículo integrado.

 

 

Reserva

  Na educação superior, haverá destaque para os cursos de engenharias e de licenciaturas em ciências da natureza (física, química, matemática e biologia), com reserva de 20% das vagas. Serão incentivadas as licenciaturas de conteúdos específicos da educação profissional e tecnológica, como a formação de professores de mecânica, eletricidade e informática.Os institutos terão autonomia nos limites de sua área de atuação territorial para criar e extinguir cursos e registrar diplomas dos cursos oferecidos, mediante autorização do conselho superior. Ainda exercerão o papel de instituições acreditadoras e certificadoras de competências profissionais. Cada instituto é organizado em estrutura com vários campi  e proposta orçamentária anual identificada para cada campus e reitoria.

 

 

 

 

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