A Semana Comunidade, evento que comemora o centenário do Instituto Federal de Alagoas, promoveu na manhã da terça-feira (22) a palestra Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos, que aconteceu no auditório Oscar Sátiro. Os palestrantes foram a assistente social do Hemoal, Lea Pacífico e o coordenador da Central de Transplantes de Alagoas, Carlos Alexandre Ferreira de Oliveira.
Lea Pacífico falou especificamente sobre a doação de sangue. Segundo ela, para ser um doador de sangue basta sentir-se bem e com saúde, ter entre 18 e 55 anos e peso acima de 50kg e
comparecer em algum hemocentro munido de documento oficial com foto. A doação de sangue é muito importante, podendo ser o fator decisivo entre a vida e a morte de um paciente. A assistente social explicou que o sangue colhido de um doador pode beneficiar até quatro pessoas. Pacífico também frisou que 30% das doações do Hemoal são feitas por jovens através de campanhas realizadas nas escolas e faculdades.
O Dr. Carlos Alexandre mostrou para os presentes que existe uma grande estrutura por trás das doações e transplantes. São as centrais nacional, estadual e intra-hospitalares de doação, convênios com companhias aéreas para o transporte dos órgãos, estrutura de mídia para o incentivo a doação e remuneração das equipes, que é feita através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em sua palestra, ele procurou tirar algumas dúvidas que as pessoas têm sobre a questão, como quem pode doar órgãos e procedimento para tal. Ele salientou que o doador deve comunicar à família a sua condição de doador, pois a legislação brasileira exige a autorização dos parentes de 1º ou, na falta destes, de 2º grau para a realização do transplante. Em caso de menores de 18 anos, é necessária a autorização do pai e da mãe.
Segundo o médico, hoje os transplantes autorizados em Alagoas são os de rim, de coração, de fígado, de córnea, de sangue e de ossos (bucomaxilares). Ele também tratou de alguns mitos em relação à morte encefálica, ao tráfico de órgãos que, para ele, é praticamente impossível de se praticar no Brasil, e à fila de espera por doações.
Quanto à espera por doações, existe um registro único e por estado, ou seja, cada paciente só pode se cadastrar num único estado da federação, impedindo fraudes. Sobre a questão da ordem na fila, Carlos Alexandre falou que depende do órgão. No caso do fígado a ordem é estabelecida pela gravidade da doença, para o rim é por compatibilidade, e para córnea é por tempo de espera na lista.
Daniel Ziliani – estagiário de Jornalismo
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